segunda-feira, 16 de maio de 2011

WEB 2.O aplicada na Educação à Distância

WEB 2.0 na EAD

O conceito da Web 2.0 surgiu pela primeira vez em 2004, com o objetivo de criar uma sustentabilidade teórica para as mudanças que estavam ocorrendo na rede mundial de computadores. (GOMES, Ana Beatriz).
Nos primórdios da internet, procurava-se explorar, tanto técnica como financeiramente, todas as possibilidades oferecidas pela rede mundial. Com sua natural maturidade, a internet avançou de modelos técnicos e econômicos fracassados para uma Web de valor mais significativo para o usuário.
A evolução foi tão grande, aproveitando recursos tecnológicos atualmente disponíveis (popularização da banda larga e desenvolvimento de linguagens novas), que permitiu a criação de aplicativos extremamente parecidos com aqueles que rodam em nossos computadores pessoais, sem a necessidade de nenhuma instalação adicional. Ou seja, a Web 2.0 está próxima de ser um verdadeiro sistema operacional, como se fosse um Windows.
Portanto, essa nova internet reflete uma mudança significativa dos hábitos dos usuários, a ponto de vários especialistas considerarem a Web 2.0 uma revolução.
No entanto, para outros a Web 2.0 não deixa de ser uma mera evolução, pelo fato de não mudar estruturalmente a rede mundial, mas apenas integrar vários recursos e ferramentas já existentes na Web, agregando valor para o internauta padrão de uma forma bastante inteligente.

A Web 2.0 deu origem ao que foi batizado de desktop móvel, mas cuja denominação mais apropriada seria PC móvel, já que ela torna praticamente desnecessário ter um PC, pois é possível manter todo o conteúdo do seu computador on-line, manejando-o em qualquer momento e de qualquer máquina, incluindo aplicativos e mesmo sistemas operacionais.
Com o desenvolvimento da Web 2.0, a tendência é que o único software que precise estar instalado no PC seja um browser. Já se fala inclusive em Web 3.0, que incorporaria recursos de inteligência artificial, tornando as ferramentas ainda mais inteligentes e facilitando a organização e busca de informações. Com tudo isso, está se vivenciando verdadeiramente uma nova geração de informática.
Web 2.0, os usuários podem comemorar a facilidade de usar todo o potencial de colaboração da Internet como uma grande alavanca de apoio para os seus trabalhos profissionais, acadêmicos e pessoais. Ou seja, historicamente passou-se de grandes computadores nas empresas para um
computador para cada usuário e agora muitos usuários e muitos computadores gerando valor para o cidadão.

- Usos pedagógicos da WEB 2.0

Tem-se falado muito sobre os impactos das tecnologias da web no comércio, na mídia e nos negócios em geral, mas pouco ainda sobre seu impacto na educação.Entretanto, as tecnologias da web estão redesenhando a educação, criando novas e interessantes oportunidades de ensino e aprendizagem, mais personalizadas, sociais e flexíveis, apesar de muitas delas não terem sido produzidas especificamente para o e-learning.
Os novos tempos nos mostram que existem muitas oportunidades para mudanças no processo pedagógico, no entanto a academia tem sido conservadora e lenta para se adaptar a essas ferramentas e tecnologias.
Não há mais necessidade de salas de aula quadradas, com carteiras quadradas e quadro-negro quadrado, apesar de muitos ambientes de aprendizagem virtual tentarem copiar o modelo de sala de aula. Não tem cabimento atualmente um professor ficar na frente da sala “dando” aula. Fazíamos isso no tempo em que a professora passava o “ponto na pedra”. A preleção, como técnica didática, foi formalizada pelos jesuítas no século XVI, ou ainda antes, na Idade Média, na Grécia Antiga.
Hoje, o conhecimento se multiplica de uma forma exponencial e quase tudo está disponível na Internet. O YouTube, por exemplo, tem vídeos fabulosos que podem ser trabalhados com os alunos, mas poucos professores utilizam essa ferramenta para pesquisa e produção de seus alunos.
Além de crescer exponencialmente, diferentes formatos de conteúdo tendem a se misturar e a confundir seus próprios limites, ao que se deu o nome de mashup. No Google, hoje, por exemplo, realizamos diferentes atividades, sendo possível integrar chats a blogs, jogos a mensagens instantâneas.
As oportunidades são inúmeras. A educação está passando por uma revolução.Ela será totalmente diferente daquilo que conhecemos hoje e, quem sair na frente vai ficar em vantagem.
O desenvolvimento da Web 2.0 aponta, para a migração dos softwares dos PCs para a web, e nesse sentido o professor e o aluno precisam também tornar-se proficientes no uso desses recursos disponíveis on-line. São muitas ferramentas que apontam para essa tendência:
a oferta gratuita de aplicativos interativos na Internet, sem a necessidade de instalação no computador e sem a necessidade de fazer backups. Ou seja, nossos computadores estão migrando para a web, e os professores, alunos e instituições precisam entrar nesse novo mundo.

- Ferramentas

Ambientes, ferramentas e tecnologias on-line estão disponíveis tanto para o professor quanto para os alunos, bem como para as instituições, na Web 2.0, e obviamente facilitam o trabalho com EaD. Muitas delas, inclusive, têm o código livre.


Referências:

GOMES, Ana Beatriz. A web 2.0: Educação à distância e o conceito de aprendizagem colaborativa na formação de professores. Disponível em : . Acesso em 16 de maio de 2011;

Disponível em : . Acesso em 16 de maio de 2011; e

Disponível em : http://www.youtube.com/watch?v=XFOWjVdsoaw&feature=fvsr>. Acesso em 16 de maio de 2011.


video

terça-feira, 10 de maio de 2011

"Influência das Redes Sociais como ferramenta da Web 2.0 na educação"

As redes sociais são definidas como um conjunto de dois elementos : atores (pessoas, instituições ou grupos; os nós da rede) e suas conexões (interações ou laços sociais)”
Permitindo uma interação entre alunos/tutores/professores a partir dos padrões de um determinado grupo social, que surgem em vários sistemas de socialização como: Orkut, MSN, blog, fotolog, twitter, facebook, mysapce, entre outros. Cada ator é representado através de um perfil criado por eles mesmos (como ocorre no Orkut) ou por um nickname tentando representar a personalidade ou individualidade de cada um.
Os grupos sociais surgidos no ciberespaço vão sendo definidos a partir dos gostos e preferências de cada indivíduo. Essa comunicação existente entre os membros pode influenciar direta ou indiretamente na formação social do ser para formação e evolução do conhecimento. Em sistemas como orkut/facebook, por exemplo, as pessoas podem encontrar antigos amigos, amigos do cotidiano ou ainda conhecer novos amigos, relacionando-se através de recados postados em cada página, compartilhamento de foto ou inserção nas comunidades existentes. A partir do momento que entram em comunidades a sua rede de “amigos” vai aumentando. Existem comunidades especificas para cada situação ou experiência vivenciada por alguém e quem for se identificando vai aderindo à comunidade trocando assim opiniões sobre o tema em questão. Assim as interações sociais tem se tornado cada vez mais freqüente e expansiva.

http://youtu.be/pcvppM1Xin8 video

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

EAD

Nas últimas décadas a educação a distância tomou um novo impulso, com o uso das tecnologias da informação e comunicação essa modalidade de ensino cresceu consideravelmente favorecendo a disseminação e a democratização do acesso a educação em diferentes níveis, permitindo atender uma grande massa. A educação a distância além da grande flexibilidade tem como atender um número variado de pessoas de diferentes culturas níveis e regiões.
Com isso surge um grande desafio: como o professor irá ao encontro das necessidades e expectativas dos vários participantes sem o contato pessoal e a experiência direta?


"(...) transformar a experiência educativa em puro treinamento humano é mesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador."
Paulo Freire

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Novos Rumos no Processo de Construção do Conhecimento

Estamos às portas de um novo século. A educação, a escola, professores, alunos, pais de alunos e comunidade, precisam ser preparados para esses novos tempos. A globalização, que constitui redes científicas e tecnológicas que ligam, entre si, os centros de pesquisa e as grandes empresas do mundo inteiro, exclui, no entanto, aqueles que pertecem a uma classe menos privilegiada, sem acesso à tecnologia e às tranformações que dela surgem.
Tempos novos onde o global e o local estão em constante processo de estruturação e articulação. O lugar estratégico onde é possível redefinir o espaço e o tempo tanto sociais quanto individuais. Momento mágico de criação de um novo lugar e de um novo tempo. Tempo de transformação, em que decisões precisam ser tomadas.
Cabe aos professores preparar o caminho para os seus alunos. Uma mudança na forma tradicional do professor agir, sentir e pensar. Ele conta agora, através das tecnologias da informação e comunicação, com novas formas de produzir, preservar, atualizar e transmitir o conhecimento. Formas que alteram as práticas educativas anteriores direcionadas apenas para a oralidade e a escritura tradicionais. O que acabou ocasionando uma mudança radical no próprio processo de formação e capacitação dos professores.
 A definição e aquisição de competências são individuais, e de forma crescente cada vez mais não podem ser canalizadas sob a forma de programas ou conteúdos válidos para todo mundo. Deve-se criar novos modelos para representar o espaço do conhecimento, substituindo a representação tradicional.
Será preciso preparar os professores, para estes novos tempos, onde eles estarão frente à criação, implantação e implementação das novas tecnologias da informação e comunicação e aos novos rumos educacionais. Em suma, frente à chamada Sociedade da Informação; onde há a criação constante do novo, em que a singularidade e o pluralidade se tecem de forma articulada. O educacional passa a ser redefinido continuamente, exigindo preparação e especialização contínuas por parte dos professores.

Segundo José Manuel Moran:

"O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e, ao mesmo tempo, está atento ao que não sabe, ao novo. Mostra para o aluno a complexidade do aprender, a sua ignorância, suas dificuldades. Ensina, aprendendo a relativizar, a valorizar a diferença, a aceitar o provisório. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses."

 

domingo, 19 de setembro de 2010

Educação e tecnologia: duas ciências que se interdependem e se completam

“Um grande e belo espetáculo ver o homem sair, de qualquer maneira, do nada, por seus próprios esforços; dissipar, com as luzes da razão, as trevas nas quais a natureza o envolvera; elevar-se acima de si mesmo; atirar-se pelo espírito até às regiões celestes; percorrer, a passos de gigante, como o sol, a vasta extensão do universo; e, o que ainda é maior e mais difícil, entrar de novo dentro de si mesmo para aí estudar o homem e conhecer sua natureza, seus deveres e seu fim. Todas essas maravilhas são renovadas há poucas gerações.” *



É complexo imaginar que um discurso do século XVIII possa ser tão contemporâneo como este de  Jean-Jacques Rousseau dissertando sobre o estabalecimento da ciência e a influência desta nos costumes da humanidade. 
O avanço da tecnologia se faz cada vez mais rápido e, com ela, as necessidades humanas são cada vez maiores, mas as lacunas cognitivas que antes eram difíceis de se preencher hoje são preenchidas em um "enter". 
Se ha alguns anos o tempo e o espaço eram barreiras, limitando as possibilidades do indivíduo  a estudar, pesquisar e se especializar, e com isso, limitando  propriamente dito, o  desenvolvimento de  nações, hoje o cenário é completamente diferente. A tecnologia está sendo usada cada vez mais como facilitador do processo do desenvolvimento cognitivo que, consequentemente será investido na evolução da ciência. Não há mais barreiras de tempo e espaço, pois o mundo está a disposição de todos a qualquer hora.
E se educar era um processo que envolvia a dura missão de tornar o indivíduo crítico, o educar contemporâneo possui uma missão muito mais árdua que é moldar, ou orientar a criticidade que o mundo oferece a cada um de nós a todo momento. O educar hoje é orientar e facilitar o processo de aquisição do conhecimento de forma coletiva, pois com a internet e o universo tecnológico que dispomos, a chave mestra do conhecimento atual é a colaboração que abre as portas para o conhecimento democrático.


*ROUSSEAU, Jean-Jacques. Se o restabelecimento das ciências e das artes contribuiu para purificar os costumes.